(Reuters) – Um associado de Roger Stone, um aliado de longa data do presidente Donald Trump, foi questionado perante grande júri nesta sexta-feira, na investigação do procurador especial sobre a Rússia, a respeito de sua relação de anos com Stone e sobre o WikiLeaks, disse o advogado do associado à Reuters.

Randy Credico, um comediante e apresentador de talk show, havia sido intimado a testemunhar como parte da investigação do procurador especial Robert Mueller sobre envolvimento da Rússia na eleição de 2016 e possível conluio com a campanha de Trump, que o presidente nega.

O advogado de Credico, Martin Stolar, disse que o testemunho de seu cliente foi predominantemente focado em sua relação com Stone “durante vários anos”. Ele disse que Credico também foi questionado sobre as interações de Stone com o WikiLeaks, que ficou sob escrutínio após publicar e-mails hackeados do Partido Democrata e a conta do chefe da campanha da candidata Hillary Clinton antes da eleição de 2016.

Outro associado de Stone, o comentarista de direita Jerome Corsi, também estava agendado para testemunhar nesta sexta-feira, antes de o plano ser adiado. Corsi foi interrogado pela equipe de Mueller na quinta-feira, disse seu advogado, David Gray.

O testemunho destacado por Stolar aparentava confirmar que procuradores da equipe de Mueller estão focados em parte nos contatos de Stones com o WikiLeaks. Uma série de outros associados de Stone contatados por Mueller também foram questionados sobre os laços de Stones com o WikiLeaks e seu fundador, Julian Assange, disseram pessoas familiares aos interrogatórios.

    Stones, há décadas um operador político republicano que também aconselhou Trump, esteve em um momento em contato com Credico como um possível intermediário para Assange. Credico entrevistou Assange em um programa de rádio e o visitou em 2017 na embaixada do Equador em Londres, onde Assange está há seis anos para evitar extradição à Suécia em uma investigação por abuso sexual.

    O escritório de Mueller está analisando se Stone possuía conhecimentos avançados de materiais prejudiciais a Clinton, que agências da inteligência dos EUA concluíram terem sido obtidos pela Rússia através de ataques hackers, disseram as pessoas familiares aos interrogatórios.

    Stolar, advogado de Credico, disse que Credico também havia recebido um pedido do Comitê de Inteligência do Senado para se apresentar para um interrogatório e para fornecer “certos documentos”. Credico provavelmente irá se negar a se apresentar voluntariamente, disse Stolar.

     Credico, que levou seu cachorro terapêutico consigo para tribunal em Washington, disse à Reuters que estava se sentindo “sobrecarregado” após seu interrogatório, sem dar detalhes sobre o que foi perguntado.

(Mark Hosenball, Nathan Layne e Chris Wattie)



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