SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O cantor e compositor carioca Wilson Moreira morreu nesta quinta-feira (6), aos 81 anos, no Rio de Janeiro.

A informação foi divulgada pela equipe do sambista.

Moreira foi internado com problemas renais na última segunda-feira (3) no Instituto Nacional do Câncer, em Vila Isabel, no Rio de Janeiro. O câncer na próstata que o afligia há 10 anos se espalhou recentemente e atingiu seu rim.

Nascido em 1936 no Realengo, no Rio de Janeiro, Moreira foi um dos fundadores da ala dos compositores da Mocidade Independente, em 1955, e fez história como membro da mesma ala na Portela.

Sua primeira música foi gravada por Leny Andrade em 1956. Sozinho ou ao lado do parceiro costumeiro Nei Lopes, Moreira também compôs temas gravados por artistas como Beth Carvalho (“Te Segura”, “Goiabada Cascão”, “Morrendo de Saudade” e “Peso na Balança”), Alcione (“Gostoso Veneno”), Clara Nunes (“Mulata do Balaio”, “Deixa Clarear”) e Elizeth Cardoso (“Cidade Assassina”). Clara Nunes e Jorge Aragão também gravaram algumas de suas obras. Zeca Pagodinho incluiu duas parcerias com Wilson Moreira em seu primeiro disco: “Judia de Mim” e “Quintal do Céu”.

O sambista também compôs “Olokofé”, obra em homenagem ao ator e amigo Grande Otelo.

Recentemente Moreira trabalhava em um novo álbum, com músicas inéditas. Financiado através de uma vaquinha virtual, o disco “Tá com medo, Tabaréu?” tinha lançamento previsto para novembro.

Moreira era casado desde 1996 com a pesquisadora e produtora cultural Angela Nenzy.

A assessoria do sambista divulgará informações sobre o velório e o enterro na manhã desta sexta.



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