#reportagem: Chelsea prefere gastar a aproveitar os talentos que forma na base

#reportagem: Chelsea prefere gastar a aproveitar os talentos que forma na base

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Como acontece em toda janela de transferências na Europa – principalmente na de julho e agosto, que é quando os clubes investem mais –, as notícias que envolvem o Chelsea são acompanhadas de cifras fabulosas. As de agora dão conta de que o clube está disposto a gastar 240 milhões de euros (R$ 888 milhões) para comprar o lateral-esquerdo Alex Sandro, o zagueiro Bonucci (ambos da Juventus), o volante Bakayoko (Monaco) e o atacante Lukaku (Everton). São notícias que atestam a pujança econômica do clube do magnata russo Roman Abramovich, mas que escondem um lado menos glamuroso: o Chelsea não dá espaço aos garotos que forma. E não é porque lhes falte qualidade.

Bakayko, de 22 anos, fez uma temporada excelente pelo Monaco e chegou à seleção francesa. Mas para sua posição o Chelsea tem o promissor Nathaniel Chalobah, de 21 e que também pode jogar de zagueiro. Ele esteve em todas as seleções de base da Inglaterra desde que tinha 16 anos e é um dos pilares da equipe que nesta terça-feira enfrentará a Alemanha em uma das semifinais do Europeu Sub-21. Sem espaço para crescer no clube e com contrato só até julho de 2018, já se comenta que ele pode seguir o exemplo do atacante Solanke e ir embora de graça quando o vínculo chegar ao fim.

Dominic Solanke, que tem um porte físico semelhante ao de Raí e muita qualidade técnica, foi eleito o melhor jogador do último Mundial Sub-20 – vencido pela Inglaterra. Ele sempre foi considerado uma joia no clube, mas percebeu que dificilmente sua vez no elenco principal chegaria e por isso se rebelou. Não quis renovar contrato e a partir de julho vestirá a camisa vermelha do Liverpool.

Para a posição de Alex Sandro, por quem o Chelsea oferece 70 milhões de euros (R$ 259 milhões) à Juventus – o que faria dele o jogador de defesa mais caro da história, superando os 57 milhões de euros (R$ 211 milhões) que o PSG pagou ao Chelsea em 2014 por David Luiz –, o elenco tem, além do titular Marcos Alonso, o versátil holandês Nathan Ake, que está há seis anos no clube (tem 22) e joga também de zagueiro ou volante. Seu destino deve ser o Bournemouth, mas com uma cláusula de recompra caso mais tarde o Chelsea se arrepende de tê-lo deixado sair.

As categorias de base do clube produzem bons jogadores, e não por acaso o Chelsea venceu duas das quatro edições da Liga dos Campeões Sub-19, uma competição criada em 2013. O time levantou o troféu em 2015 e 2016, batendo Shakhtar Donetsk e PSG respectivamente. Mas, ao invés de apostar nos pratas da casa e reduzir os gastos com contratações, o clube prefere o caminho oposto. E não para de torrar dinheiro.

Desde que Abramovich tornou-se o proprietário, em 2003, o Chelsea já gastou R$ 4,5 bilhões comprando jogadores, o que dá uma média de R$ 321,5 milhões por temporada. Tanto dinheiro gasto inibe o desenvolvimento dos meninos formados no clube, que encontram um muro pela frente quando chegam ao elenco de cima. A sensação que eles têm é de que a fila não anda, porque a cada ano chegam novos – e caros – jogadores que têm preferência nas escolhas do treinador.

O time que foi campeão inglês na temporada passada não tinha entre os titulares sequer um jogador formado em sua base, e o mesmo vale para os dois principais reservas (Willian e Fábregas). Enquanto Abramovich tiver dinheiro e disposição para contratar estrelas, isso não será uma preocupação para o Chelsea.

 

 

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