Fotos de cães e gatos podem salvar um casamento em crise

Fotos de cães e gatos podem salvar um casamento em crise

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É possível passar a vida apaixonado pela mesma pessoa? Essa questão é mais antiga do que o próprio casamento. Não estamos falando apenas daquele fogo inicial que inevitavelmente acaba se transformando em algo mais estável, mas sim de realmente continuar gostando do seu parceiro, por anos a fio.

Um novo estudo pode ter descoberto um método surpreendente para aumentar a satisfação conjugal: ver fotos de filhotinhos.

Não é tão fácil assim, mas é por aí. O líder do estudo, James K. McNulty, da Florida State University e sua equipe, estavam curiosos com o fato da satisfação nos relacionamentos diminuir com o tempo, mesmo quando o comportamento dos casais continua exatamente o mesmo. Isso significa que, por si só, mudanças comportamentais não resolvem todos os problemas de um casal. O que pode mudar são as associações automáticas que uma pessoa faz quando pensa em seu cônjuge. Sem perceber, uma pessoa pode começar a associar seu parceiro com emoções negativas.

“Nossos sentimentos sobre um relacionamento podem ser reduzidos à forma que associamos nossos parceiros com emoções positivas. Essas associações podem vir diretamente dos parceiros ou de coisas não relacionadas, como filhotes ou coelhinhos”, disse McNulty ao Psychological Science, que publicou o estudo. Devido à essa observação, eles começaram a se perguntar se seria possível utilizar essas coisas não relacionadas, para causar um efeito positivo em casais.

A equipe estudou 144 casais abaixo de quarenta anos de idade, casados há menos de cinco anos. Esses casais precisavam olhar para um fluxo de imagens em um computador, uma vez a cada três dias, durante seis semanas. As imagens foram escolhidas para causar um efeito chamado de condicionamento avaliativo e incluíam filhotes de animais, cenas relacionadas a praias, pizzas, biscoitos ou palavras positivas, como “maravilhoso” ou “fabuloso”. Essas imagens foram ligadas às fotos dos casais.

“Vasculhamos a internet para encontrar fotos que certamente provocariam um efeito positivo na maioria das pessoas e selecionamos as mais promissoras dentre elas”, disse McNulty ao Yahoo Beauty. “Nosso objetivo era fazer as pessoas se sentirem bem enquanto visualizavam seus parceiros”.

O grupo de controle teve fotos dos casais ligadas a imagens neutras. Antes, durante e depois desse processo, os pesquisadores observaram as atitudes automáticas do casal (com um teste que compara o tempo de resposta entre palavras positivas e negativas), algo que ocorre em um nível subconsciente. Os casais também avaliaram a qualidade e a satisfação de seus relacionamentos em três questionários padrão.

Os resultados mostraram que a satisfação conjugal e as atitudes automáticas dos cônjuges que foram expostos às imagens positivas melhoraram significativamente. Esta melhoria, inclusive, ainda era visível duas semanas após o fim do processo de condicionamento. Uma análise mais aprofundada dos resultados parece mostrar que o condicionamento melhorou as atitudes automáticas que, por sua vez, melhoraram a satisfação no relacionamento.

McNulty afirma ter ficado surpreso com o quão bem o seu experimento funcionou. “Simplesmente não se espera que algo do tipo vá funcionar, de acordo com a maioria das pesquisas existentes sobre relacionamentos”, disse ele ao Yahoo Beauty. “No entanto, é bastante plausível aos olhos da cognição social. Então, estávamos um pouco céticos”.

Isso não quer dizer que casais com dificuldades só precisem passar um tempo olhando para fotos de filhotes para tudo melhorar. Comportamentos positivos ainda são um fator muito importante na criação de associações positivas automáticas. Estímulos independentes só ajudam, até certo ponto.

Mas os autores sugerem que esse tipo de condicionamento pode ser benéfico para certos tipos de casais, como os que estão em relacionamentos de longa distância. Há um motivo para o departamento de defesa ter financiado a pesquisa: eles estão à procura de formas de ajudar os soldados a manter relacionamentos saudáveis.

“Requisitamos um financiamento adicional para tentar refinar o procedimento para uso entre pessoas fisicamente separadas de seus parceiros, ou como ferramenta de apoio para a terapia de casais”. disse McNulty.

No entanto, os pesquisadores advertem que não se deve tentar isso em casa, por enquanto. “Até o momento, só sabemos que o condicionamento é possível, mas ainda há muito a se estudar para entendermos como exatamente ele funciona”, diz McNulty. “Nossa sugestão é que os casais participem juntos de atividades divertidas, não apenas de coisas mundanas e estritamente necessárias”.

Sabrina Rojas Weiss

Yahoo Beauty

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