Após empate e protesto, Rogério Ceni avisa: “Não vou me entregar”

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O São Paulo está em ebulição. O empate por 1 a 1 diante do Fluminense, neste domingo, no Morumbi, culminou na quinta rodada seguida sem vitórias para o time paulista. Para piorar, após a partida, dezenas de torcedores foram para a frente do estádio protestar contra o presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco.

Em sua entrevista coletiva, o técnico Rogério Ceni deu razão ao sentimento de fúria da torcida e disse não se sentir pressionado por ela: “Torcedor paga ingresso para ver o time vencer. Futebol é muito impulsivo, imediatista. Sai frustrado do estádio. Talvez, amanhã, não pense isso. Mas o torcedor é o principal patrimônio e temos que trazê-los para o nosso lado”, começou.

“É natural que saia frustrado, são dois jogos sem vencer aqui, e fica chateado, saindo mais um domingo desgostoso, começando mais uma semana sem o time ganhar. Temos de entender a forma de expressão do torcedor. Torcedor me vê como treinador e protesta. Eles desvincularam minha imagem de goleiro, vocês (jornalistas) que precisam desvincular também. O que precisamos é apresentar placares superiores”, acrescentou.

Ciente das críticas e dos resultados ruins, Rogério Ceni sinalizou que o trabalho atual deverá colher os frutos apenas no ano que vem e avisou que não entregará o cargo antes do fim de seu contrato, em 2018.

“Eu tinha o sonho de jogar pelo São Paulo quando era jovem e realizei esse sonho em 1990. Tinha o sonho de ser campeão pelo São Paulo como atleta e fui, muitas várias vezes. Passei dificuldades morando embaixo das arquibancadas, coisas muito difíceis e cresci como homem. Tinha o sonho de virar treinador do São Paulo e atingi. Assinei contrato de dois anos e sabia que teria dificuldades neste primeiro ano”, falou.

“Por isso, fui a Cotia, observei jogadores, aproveito muitos da base. Em janeiro, me explicaram as dificuldades financeiras e vem sendo um grande desafio. Vim apra fazer primeiro ano com muita dificuldade, mas para melhorar condição financeira, promovendo garotos. Tinha como objetivo o título paulista, que não veio, e, nos pontos corridos, esperava posição melhor. Mas tenho ainda muita confiança de que faremos um São Paulo com uma temporada próxima muito melhor”, disse, confiante.

Certo é que o aproveitamento de Ceni à frente do comando técnico do São Paulo vem caindo com o decorrer da temporada. Em um total de 36 jogos, foram 14 vitórias, 13 empates e nove derrotas, somando 51% dos pontos disputados.

“Espero estar aqui no ano que vem. A decisão não passa por mim, mas sou apaixonado por aqui e acredito muito que faremos um ano de 2018 como programei, sem deixar de lutar agora, porque 2018 depende de 2017. Não vou deixar de trabalhar. Passamos por momentos difíceis, elencos enxutos, sem peças por azar, acaso. Não desistirei de fazer o meu melhor pelo São Paulo. Como torcedor, também estou xingando por dentro, também sinto isso. Mas vou trabalhar todos os dias e não vou me entregar, não vou jogar fora. Sonhei com isso na minha vida e que trabalharia para ser campeão no clube do meu coração. Esse é o meu objetivo”, encerrou.

Com apenas 11 pontos e ocupando o 16º lugar, o São Paulo flerta perigosamente com a zona do rebaixamento. Pressionado, o time do Morumbi buscará a reabilitação no próximo domingo, às 16 horas (de Brasília), contra o Flamengo, no Rio de Janeiro. A preparação para o duelo se iniciará na terça-feira, já que o elenco estará de folga nesta segunda.

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