Por que nunca se deve dizer que alguém não “parece” mentalmente doente

Por que nunca se deve dizer que alguém não “parece” mentalmente doente

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Alerta: Este artigo contém referências a tentativas de suicídio, assunto com o qual alguns leitores podem ter dificuldade em lidar. Por favor seja cuidadoso. Se você ou alguém que você conhece está enfrentando pensamentos suicidas, busque ajuda.

Há muitas coisas que você não deve dizer a alguém que sofre de problemas mentais (e muitas coisas que você deve dizer), mas “você não parece estar doente” está nos primeiros lugares da lista.

Em um post no seu perfil no Instagram, a blogueira Milly Smith (@selfloveclubb) explicou perfeitamente por que é um grande problema dizer que alguém não “parece” o tipo de pessoa com uma doença mental.

Milly publicou duas fotos suas: uma imagem em que está nua, sem maquiagem e vulnerável, e outra na qual está arrumada, maquiada e sorrindo. Ela contou que estava tendo pensamentos suicidas nos momentos em que ambas foram tiradas.

Conversa sobre tendências suicidas. “Você não parece suicida”… Eu me lembro de ouvir estas palavras saindo da boca de um médico, logo depois de ter dito a ele que eu estava tendo pensamentos suicidas. Eu lembro que naquele momento a menina de 14 anos que eu era, se sentiu invalidada, burra e envergonhada; algo que ninguém com aquela mentalidade deveria enfrentar. Fui embora me sentindo confusa: como deveria ser a minha aparência? Um frasco de remédios em uma mão e um bilhete de despedida na outra? Aquelas palavras quase custaram a minha vida, aquele julgamento, aquelas palavras idiotas. Eu me lembro da noite, no ano passado, em que tive uma overdose na sala da minha casa. Eu me lembro de pensar comigo mesma “Não posso pedir ajuda, eu não pareço ser suicida, eu não me encaixo, eles vão rir de mim”. Eu me lembro de pensar que deveria ‘aparentar’ ser suicida, deveria estar usando a minha ‘fantasia’ suicida, quando acordei no hospital e só vi rostos preocupados, tristes e aflitos ao meu redor. Poderia ter sido tarde demais, eu poderia não ter tido a chance de ver aqueles rostos tristes se meu namorado não tivesse salvado a minha vida. Esse é o perigo de pensar que as doenças mentais têm um “rosto”, uma “aparência”. É assim que o estigma, a ignorância e o julgamento sobre distúrbios mentais/ pensamentos suicidas afetam os que estão sofrendo. Eu era potencialmente suicida nestas duas fotos, talvez não da mesma forma, mas nestes dois dias, convivi com pensamentos suicidas em minha mente. Precisamos acabar com o julgamento. Precisamos acabar com o estigma.

Kimberly Truong

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