‘Lino’ é animação brasileira com cara internacional. Mas isso é bom?

‘Lino’ é animação brasileira com cara internacional. Mas isso é bom?

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Realizado pelo estúdio paulista StartAnima, ‘Lino’, em cartaz nos cinemas a partir deste final de semana, é a primeira animação brasileira que usa os mesmos softwares utilizados na produção dos blockbusters norte-americanos.

A frase acima, reforçada como argumento de venda nos informes que a distribuidora do filme enviou à imprensa, mostra a aspiração do longa em se equiparar aos desenhos que costumam levar milhões de crianças e adultos às salas do país. Porém, ao deixar esta vontade de ser internacional contaminar também o roteiro, o filme perde personalidade e se aproxima de um produto genérico.

Os traços de ruas e construções parecem remeter a qualquer cidade que estamos acostumados a ver nas produções norte-americanas, assim como os policiais que andam em viaturas azuis e são viciados em rosquinhas. Há referências ao Pé-Grande (por quê não ao Chupa-Cabra ou E.T. de Varginha, já que é um filme feito no Brasil?) e até os índios, quando aparecem numa cena, parecem saídos de algum Velho Oeste antigo feito em Hollywood.

Uma pena, porque a premissa do longa é até interessante: Lino (dublado com habilidade por Selton Mello, que começou a carreira fazendo este tipo de trabalho) é um animador de festas nem um pouco animado.

Sua rotina se resume, basicamente, a vestir uma fantasia de gato gigante e aguentar a gozação e maus-tratos de pestinhas em aniversários infantis. Cansado disso, ele procura a ajuda de um mago que teria a solução para mudar sua vida, mas o feitiço dá errado e ele acaba ficando preso no corpo do personagem que queria se livrar.

A partir daí, porém, a história vira apenas uma espécie de caça ao tesouro, com o protagonista em busca dos objetos inusitados que lhe farão quebrar o encanto. Para adicionar alguma tensão, ele é confundido com um perigoso criminoso, e passa a ser perseguido pela polícia.

As soluções criativas bastante tradicionais e o tom inocente do humor, que opta por evitar ironias ou qualquer artifício mais refinado, parece indicar que ‘Lino’ seja voltado apenas para uma faixa etária que ainda não chegou à pré-adolescência e está acostumada aos produtos enlatados exibidos no cinema e TV.

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