Jacarezinho, no Rio, tem primeiro dia sem conflito após mais de uma semana

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NICOLA PAMPLONA

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – O complexo do Jacarezinho, na zona norte do Rio, teve neste domingo (20) o primeiro dia sem confrontos desde o último dia 11, quando o policial Bruno Guimarães Buhler, 36, foi morto em operação policial na região.

Em 10 dias, pelo menos sete pessoas morreram na região. A situação gera protestos dos moradores, que questionam a atuação da polícia no local.

“Deixou de ser uma questão de segurança pública e virou uma guerra. As pessoas estão vivendo sob o espectro do medo”, diz o presidente da ONG Rio de Paz, Antônio Carlos Costa.

As operações policiais vem contando com o apoio de veículos blindados, conhecidos como Caveirões, e de helicópteros -que, segundo Costa, têm disparado rajadas de balas.

Neste domingo, diz ele, houve a primeira coleta de lixo no complexo desde que os confrontos começaram. Equipes distribuidora de eletricidade Light também conseguiram realizar reparos em regiões que ficaram sem luz durante os confrontos.

Com uma área de 440 mil metros quadrados, o complexo sedia desde 2013 uma UPP (Unidade de Polícia Pacificadora). No local, está também a Cidade da Polícia, conjunto de delegacias especializadas inaugurado também em 2013.

Desde a morte de Buhler, que era agente da Coordenadoria de Recursos Especiais da Polícia Civil (Core), a violência se agravou. Ele foi atingido no pescoço após Operação contra o roubo de cargas.

A polícia identificou quatro suspeitos e vem realizando incursões na comunidade para tentar prendê-los.

Neste sábado (19), duas pessoas morreram e três ficaram feridas, após início de operação contra o tráfico de drogas em localidade conhecida como Buraco da Lacraia.

Um homem de 24 anos identificado apenas como Hugo chegou morto à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) de Manguinhos. Baleada na cabeça, Georgina Maria Ferreira, 50, foi levada com vida para o mesmo local à noite, mas não resistiu ao ferimento.

Uma terceira vítima, também baleada na cabeça, foi levada ao Hospital Salgado Filho, no Méier, zona norte. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, seu estado é estável.

HOMENAGEM

Na manhã deste domingo, familiares e amigos prestaram homenagem ao policial Buhler na praia do Recreio, na zona oeste da cidade.

Um grupo de surfistas, esporte praticado pelo policial, colocou faixas na areia e fez uma corrente no mar.

Em 2017, 97 policiais foram mortos no Rio, 21 deles em serviço.

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