Trump enfrenta difícil decisão sobre a guerra do Afeganistão

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Lucía Leal.

Washington, 18 ago (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, debateu nesta sexta-feira com seus assessores uma nova estratégia para a guerra no Afeganistão que poderia incluir desde um leve aumento até uma retirada total das tropas americanas no país asiático, ainda assediado pelos talibãs após quase 16 anos de conflito.

Trump se reuniu com sua equipe de segurança nacional na residência presidencial de Camp David (Maryland) para avançar em uma estratégia sobre o Afeganistão, uma difícil decisão para um governante que há algumas semanas disse não entender por que os EUA estão “atolados” há tanto tempo em um país tão remoto.

“O presidente foi informado extensamente esta tarde pela sua equipe de segurança nacional sobre uma nova estratégia para proteger os interesses americanos no sul da Ásia”, disse a porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders, em um comunicado.

Trump “está estudando e considerando suas opções e fará um anúncio ao povo americano, aos nossos aliados e parceiros e ao mundo no momento apropriado”, acrescentou a porta-voz.

O próprio Trump se referiu à reunião em termos mais vagos, ao assegurar em sua conta no Twitter que tinha falado com sua equipe sobre “segurança nacional, fronteira e militares”.

A reunião em Camp David teve peso suficiente para fazer com que o vice-presidente, Mike Pence, reduzisse o tempo de sua viagem ao Panamá, o que despertou especulação sobre um possível anúncio sobre o Afeganistão.

De fato, o secretário de Defesa dos EUA, James Mattis, comentou nesta quinta-feira que Trump estava “muito perto de uma decisão”, e que esta aconteceria “em um futuro muito próximo”.

Mas Trump parece indeciso sobre a estratégia, que a Casa Branca chama “sobre o sul da Ásia” porque quer que inclua também as relações com o Paquistão, utilizado pelos talibãs como refúgio, e com outros países como Índia e Irã.

O governante tentou livrar-se da incômoda decisão sobre o Afeganistão ao conceder em junho a Mattis a autoridade de aumentar em até 3.900 o número de tropas no país, mas o chefe do Pentágono se negou a enviar mais soldados se Trump não autorizasse uma estratégia clara.

Após meses de debate, Trump tem agora três opções sobre a mesa, que incluem o citado aumento de tropas, uma retirada total e uma solução intermediária, que consistiria em permitir que terceirizados privados de segurança assumam parte da carga que agora recai sobre as forças americanas.

Os Estados Unidos mantêm no Afeganistão cerca de 8.400 soldados como parte do operativo da OTAN de assistência às forças afegãs e para realizar operações antiterroristas.

O Pentágono considera essa cifra insuficiente para neutralizar os insurgentes talibãs, que ganharam terreno no Afeganistão desde 2015 e agora controlam 40% do país, segundo um relatório deste mês do Inspetor Especial para o Afeganistão (SIGAR) dos EUA.

Trump, que baseou sua campanha no lema isolacionista “os EUA primeiro”, não gosta da ideia de aumentar as tropas, e segundo a imprensa americana, lhe atrai a opção dos terceirizados.

O artífice dessa proposta, o empresário Erik Prince, aposta em enviar 5.500 terceirizados para que trabalhem com as forças afegãs e treinem os batalhões que combatem os insurgentes, uma privatização das tarefas mais duras da guerra que permitiria aos soldados centrar-se em tarefas antiterroristas.

Mas essa opção não convence Mattis, nem o assessor de segurança nacional de Trump, H.R. McMaster; nem tampouco ao chefe de gabinete da Casa Branca, John Kelly, que lembram que na guerra do Iraque se testou uma estratégia similar e não deu bom resultado.

O governante também cogita cortar toda a ajuda militar ao Paquistão, segundo assegurou uma fonte do governo, que pediu anonimato, à revista “Foreign Policy”.

“O presidente acredita que o Paquistão está nos enganando. Está irritado por isso”, afirmou a fonte.

Segundo a “Foreign Policy”, há um fator que atraiu o interesse de Trump para o Afeganistão: em julho se reuniu com Michael Silver, o presidente de uma companhia química americana, a American Elements, que lhe explicou a enorme riqueza mineral que há enterrada em solo afegão, em forma de cobre, ferro e metais raros.

“Trump quer que lhe devolvam o pagamento (da guerra). Está tentando ver onde está o negócio”, declarou à revista uma fonte próxima à Casa Branca.

Para um presidente que durante a campanha se queixou que os EUA não “encontraram petróleo” após invadir o Iraque em 2003, o conhecimento de que existem esses recursos poderia aumentar sua motivação para acabar com a guerra no Afeganistão e poder explorá-los. EFE

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