Parlamento rejeita “dissolução” ordenada por Constituinte e convoca sessão

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Caracas, 18 ago (EFE).- O parlamento da Venezuela, de contundente maioria opositora, rejeitou nesta sexta-feira a “dissolução” desta câmara ordenada pela plenipotenciária Assembleia Nacional Constituinte (ANC), integrada unicamente por chavistas, e convocou os deputados e o povo para uma sessão neste sábado.

“A diretiva AN (parlamento) e deputados da Unidade não reconhecemos nem acatamos a dissolução que Maduro pretende impor através da fraudulenta ANC”, indicou no Twitter o presidente da câmara, o opositor Julio Borges.

A presidenta da ANC, a ex-chanceler Delcy Rodríguez, afirmou que a decisão de “assumir as competências para legislar sobre as matérias dirigidas diretamente a garantir a preservação da paz, a segurança, a soberania, o sistema socioeconômico e financeiro” não implica na dissolução do parlamento.

No entanto, Borges considerou que o decreto “da fraudulenta ANC procura repetir” duas sentenças emitidas em março pelo Tribunal Supremo nas que se suprimia parcialmente a imunidade dos legisladores e a Sala Constitucional assumia as competências da câmara, o que deu início uma onda de protestos que se saldou com choques quase diários com as forças da ordem e mais de 120 mortos.

“O golpe de estado perpetrado pela ANC é o aprofundamento das ações exercidas pelo regime de (Nicolás) Maduro contra a AN e a Constituição (…) A ANC é nula e os seus atos ilegais e inconstitucionais. A decisão de anulação não será acatada pela AN, pela comunidade internacional ou pelo povo”, acrescentou o opositor.

Borges, do partido Primeiro Justiça, garantiu ainda que o corpo diplomático credenciado no país acompanhará os mais de 100 deputados na sessão de amanhã.

A Constituinte assumiu as competências da câmara depois que a direção do parlamento se recusou a comparecer hoje a uma reunião convocada por este órgão plenipotenciário, o qual os opositores consideram ilegítimo e qualificam de instrumento do governo de Maduro para consolidar uma ditadura no país. EFE

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