CIDH pede a “funcionários” dos EUA que condenem o racismo “inequivocamente”

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Washington, 18 ago (EFE).- A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) pediu nesta sexta-feira aos “funcionários eleitos” dos Estados Unidos que condenem “inequivocamente” o racismo após os incidentes violentos ocorridos em uma marcha supremacista em Charlottesville (Virgínia) no último sábado.

“A Comissão insta os funcionários públicos dos Estados Unidos a condenar inequivocamente a intolerância e o ódio racial, e a reconhecer o papel que essa discriminação desempenha na contribuição à violência contra pessoas afro-americanas, imigrantes, indígenas e comunidades minoritárias de todo o país”, declarou a CIDH em um comunicado.

“Os funcionários eleitos e outros funcionários públicos, em particular, têm o dever de garantir que as suas declarações respeitem os padrões, princípios fundamentais e normas de direitos humanos, inclusive os princípios de igualdade e não discriminação”, acrescenta a nota.

O comunicado não faz nenhuma referência direta ao presidente dos EUA, Donald Trump, mas o seu pronunciamento chega em um momento de fortes críticas ao governante por sua ambiguidade a respeito do supremacismo branco nas suas declarações sobre Charlottesville.

A reação de Trump, condenando a violência e o ódio em “muitos lados”, suscitou uma onda de rejeição, inclusive de republicanos, que o presidente avivou na terça-feira reiterando essa postura e dizendo que na concentração supremacista também havia “gente muito boa”.

A marcha, na qual houve sinais e cânticos nazistas, terminou em tragédia quando um supremacista usou seu carro para atropelar uma contramanifestação antifascista, matando uma jovem e ferindo 20 pessoas.

Em sua nota, a CIDH também “condena energicamente as manifestações de ódio racial e xenofobia e o uso da violência na manifestação nacionalista branca e insta o Estado a adotar medidas de alcance amplo para investigar estes eventos, prevenir sua repetição e fortalecer as medidas de proteção contra a discriminação, o ódio e a violência”.

A instituição aproveita sua nota para instar uma vez mais que os EUA ratifiquem instrumentos regionais como a Convenção Interamericana contra o Racismo, a Discriminação Racial e Formas Conexas de Intolerância, e a Convenção Interamericana contra Toda Forma de Discriminação e Intolerância.

A CIDH é um órgão autônomo da Organização dos Estados Americanos (OEA), ambas com sede em Washington, cujo mandato é promover os direitos humanos na região. EFE

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