Doria promete manter atos políticos fora de São Paulo mesmo em dias úteis

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ARTUR RODRIGUES

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O prefeito João Doria (PSDB) afirmou nesta quinta-feira (17) que trabalha até 18 horas por dia e que vai manter as viagens a outros Estados durante dias úteis.

Como mostrou reportagem da Folha de S.Paulo nesta quinta-feira (17), ele foi criticado por paulistanos por manter agenda de viagens políticas. Só nesta semana, o tucano já esteve no Rio Grande do Norte e no Tocantins.

“Trabalho de 16 a 18 horas por dia. Quem estiver em dúvida sobre isso me acompanhe. Chegue cedo e fique até tarde. Faço dois expedientes por dia estando aqui”, disse. O prefeito afirmou também não haver razão para não prosseguir com as viagens.

“Eu sou um gestor, um administrador. Exatamente como no setor privado. No dia em que um gestor privado de uma grande empresa não puder viajar, não puder realizar o seu exercício de ser um gestor independentemente de estar fisicamente no local, pode ser que eu revise essa posição”, disse.

Ele voltou a dizer que o trabalho na prefeitura é em equipe. “[A cidade] tem um bom time e esse time cumpre as funções no dia a dia. Por isso temos secretários, presidentes, superintendentes”, disse.

TRANSTORNOS AO PAULISTANO

Desde que assumiu o cargo, há quase oito meses, Doria não conseguiu mudar o cenário geral de semáforos quebrados, praças e parques com falhas de zeladoria e ruas e avenidas esburacadas.

Nesta semana, ele reservou dois dias para agendas em outros Estados, o que ajuda a projetar seu nome no cenário nacional com vistas à eleição presidencial do ano que vem.

Doria trava disputa silenciosa com o governador paulista Geraldo Alckmin (PSDB), seu padrinho político.

‘GESTOR DA CIDADE’

Na segunda, enquanto o tucano visitava Palmas, e nesta quarta-feira (17), quando esteve em Natal (RN), a reportagem acompanhou a rotina da capital e ouviu moradores afetados por uma série de problemas. Em linhas gerais, ao serem informados sobre as viagens do tucano, eles cobraram um Doria prefeito e “gestor da cidade.”

Pesquisa Datafolha realizada em abril mostrou que a maioria dos moradores (55%) da cidade rejeitava a possibilidade de o prefeito deixar o cargo no ano que vem para ser candidato a governador ou a presidente.

Por isso, ainda na segunda-feira à noite, diante de cobranças nas redes sociais, ele publicou um vídeo para dar explicações sobre a agenda lotada em Palmas. Ele diz ter viajado a fim de buscar exemplos para São Paulo na área de educação, bancando as viagens do seu próprio bolso.

Na mensagem, ele mostrou seu smartphone e disse ser possível comandar a maior cidade do país a distância.

“Não há nenhum impedimento para a viagem de um prefeito. Hoje o mundo é digital. Por aqui [pelo celular], você acompanha tudo, participa de tudo”, disse, ao classificar sua gestão como descentralizada e moderna.

TRAVESSIAS

Nesta quarta (16), Doria viajou com um jatinho particular cerca de 2.900 mil km durante a manhã para receber o título de cidadão natalense, na capital do Rio Grande do Norte. À tarde, almoçou ali com empresários e visitou uma grande indústria varejista.

À rádio “CBN” o prefeito disse que a cidade não é um império “em que há um imperador que fala e manda e apenas ele tem o poder de decidir”. “Eu tenho uma ótima equipe de governo”. Sobre as pretensões políticas, disse: “O futuro a Deus pertence”.

Em nota, a prefeitura disse que “tentar desqualificar as viagens a partir de depoimentos isolados de moradores é algo que (…) demonstra falta de entendimento da dinâmica da gestão municipal”. “Os problemas citados, aliás, são situações que demandam atuação das prefeituras regionais e de secretarias”, não a presença de Doria -problemas para os quais, diz, as soluções estão sendo adotadas.

Para o cientista político Marco Antonio Teixeira, da FGV, a imagem dele pode ser afetada com essas viagens. “A prefeitura está tendo dificuldade para enfrentar problemas básicos. Quando o cidadão vê o prefeito recebendo título de cidadão num lugar, sendo recebido como candidato a presidente em outro, é óbvio que a cobrança começa a surgir”, diz. “A impressão que fica é que ele está com uma agenda que não tem a prefeitura como futuro”, afirma.

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