Depressão duplica o risco de morte por doença arterial coronariana, descobre pesquisa

Depressão duplica o risco de morte por doença arterial coronariana, descobre pesquisa

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A depressão parece dobrar as chances de morte de pacientes com doença arterial coronariana, de acordo com uma nova pesquisa.

Os pesquisadores disseram que a doença mental é “um poderoso fator de risco”, que pesa mais do que a idade, mais do que ter tido um ataque cardíaco, e mais que a ocorrência de diabetes.

Este efeito foi visto em pessoas com depressão, antes do diagnóstico, e naquelas que só desenvolveram a doença mais tarde.

Quase 25.000 pessoas com doença arterial coronariana foram observadas por 10 anos. Cerca de 15 por cento delas acabaram sendo diagnosticadas com depressão, de acordo com um artigo publicado no European Heart Journal.

A Dra. Heidi May, uma epidemiologista cardiovascular do Intermountain Medical Centre Heart Institute, que fica em Salt Lake City, disse: “Independentemente da duração da depressão, os pacientes parecem ter duas vezes mais chances de morrer, em comparação com aqueles que não foram diagnosticados com a doença mental”.

“A depressão parece ser o maior fator de risco, se comparada a outros fatores avaliados. Eles incluem idade, insuficiência cardíaca, diabetes, hipertensão arterial, insuficiência renal, derrame ou ataque cardíaco”.

“Já fizemos vários estudos relacionados com a depressão e faz anos que observamos essa conexão”.

“Os dados continuam falando por si mesmos, mostrando que pessoas que têm uma doença cardíaca e um caso não tratado de depressão, têm seu bem-estar severamente prejudicado, a longo prazo”.

Entre mais de 2.600 pacientes com depressão clínica, 27 por cento foram diagnosticados, em um prazo de um ano. 37 por cento só foram diagnosticados, após cinco anos.

Embora a depressão pareça piorar a doença cardíaca, o diagnóstico desta doença também pode causar a depressão em alguns pacientes.

O motivo pelo qual a chance de morte aumenta tanto não foi revelada pelo estudo, mas a Dra. May disse que é possível que pacientes deprimidos não sigam o plano de tratamento tão atentamente quanto aqueles que têm uma boa saúde mental.

“Sabemos que pessoas com depressão tendem a ser mais complacentes com sua medicação e têm mais dificuldade de manter as dietas e os programas de exercícios prescritos”, disse ela.

“Eles tendem a não executar tão bem as tarefas prescritas no plano de tratamento, em comparação com pessoas que não sofrem de depressão. Isso certamente não significa que pessoas deprimidas são sempre complacentes, mas que elas tendem a seguir esse padrão de comportamento”.

Ela acrescentou que a depressão também pode causar alterações fisiológicas, o que também pode ser um fator relevante”.

A Dra. May pede à comunidade médica que leve a depressão ainda mais a sério durante tratamentos para doença arterial coronariana.

“Os pacientes que sofrem de depressão precisam ser tratados para melhorar não apenas seus riscos a longo prazo, mas sua qualidade de vida”, disse ela.

“O que precisa ser compreendido é que não importa quanto tempo faz que o paciente foi diagnosticado com a doença arterial coronariana. É preciso acompanhá-lo constantemente para diagnosticar e tratar a depressão, se for o caso”.

“Após um ano, não podemos afirmar que o paciente está fora de perigo. As avaliações devem ser contínuas, assim como continuamos a medir por exemplo, o colesterol”.

Ian Johnston

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