a primeira entrevista internacional de Fábio Carille

a primeira entrevista internacional de Fábio Carille

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Por Bruno Andrade

Campeão paulista, líder invicto do Brasileirão e sem perder há 31 jogos na temporada. Com resultados cada vez mais impressionantes, Fábio Carille vive um sonho no Corinthians. Um sonho que, na verdade, já é realidade e tem despertado atenção fora do país. Na primeira entrevista internacional, concedida ao jornal O JOGO, de Portugal, o treinador revelou detalhes do sucesso imediato, traçou semelhanças com a Juventus e mostrou confiança ao dizer que o Timão, com algumas adaptações, jogaria em qualquer campeonato da Europa.

Já consegue ter a percepção de tudo o que tem vivido? 
Tudo isso ainda me assusta um pouco, mas a minha assessoria tem passado tudo que está sendo dito e publicado dentro e fora do Brasil. Tenho um pouquinho de noção, mas ainda estou assustado. As coisas têm acontecido muito rápido para mim.

Fábio Carille conseguiria parar o atual Corinthians?
Sim, e faço questão de explicar o motivo. Me coloco muito no lugar do treinador adversário, tento entrar na cabeça deles. O que explorar, o que fazer de melhor… . Olho para a minha própria equipe e também para o outro lado. Nenhum time é imbatível, ninguém vai ficar invicto para sempre, mas o que temos vivido fortalece o meu trabalho no dia a dia.

Como fazer para vencê-lo?
Só digo uma palavra, até porque não quero alimentar muito os rivais: paciência. É preciso ter “paciência” para enfrentar o Corinthians. Apenas isso. Não falo mais nada [risos].

Acompanha com frequência o futebol europeu?
Não sou de olhar muito, acho que o mais importante é o dia a dia. Mas tem duas equipes, que, aliás, são de Portugal e me encantam muito pela organização defensiva: Benfica e Porto. Converso muito com o Felipe [ex-zagueiro do Corinthians e hoje no Porto], falamos sempre das linhas de quatro. Também gosto muito das equipes da Itália. Quero muito ir para Portugal e ver mais de perto como Benfica e Porto trabalham, quem sabe no fim de 2018. Minha busca em relação aos portugueses está ligada à cobertura defensiva, organização, saída de jogo… Tenho um encanto pelo trabalho de ambos.

O Corinthians lembra alguma equipa da Europa?
A Juventus tem compactação e fecha bem os espaços. O que fazemos no Corinthians é um pouco parecido. Admiro a Juventus.

Acha que o Corinthians de hoje teria o mesmo sucesso no futebol europeu?
Dependeria muito do país. Na Inglaterra teria dificuldade, porque tem um jogo de muito contato físico, jogadores grandes e fortes. Talvez na Espanha um pouco melhor, em Portugal com algum sucesso…  Cada campeonato é de um jeito, com suas ideias e características. Porém, daria para ajeitar o Corinthians em qualquer grande campeonato. Temos uma equipe muito organizada.

Cristiano Ronaldo, Messi ou Neymar: qual craque caberia melhor no seu time?
Meu Deus… O Neymar é mais de lado, com potencial muito grande no um contra um, é de quebrar marcação. O Cristiano Ronaldo é decisivo, é mais de gol, o cara da última bola. Já o Messi é mais central, também de quebrar marcação e dono de uma finalização impressionante. Agora, dos três, para o meu Corinthians… Os três não pode? [risos]

Não, não. Com os três nem precisaria ter treinador…
Você que pensa que não precisa treinador, vai pensando… [risos]. Não tem essa de equipe dos sonhos sem treino. Vejamos… Ficaria com o Neymar. Sem fazer qualquer tipo de comparação, me falta um jogador de drible na frente, do um contra um forte.

Tem o sonho de trabalhar na Europa?
Não sou sonhador, quero é trabalhar. Hoje não existem treinadores brasileiros em destaque na Europa… Não encaro como um sonho, mas é um objetivo. Sem pressa.

O que um clube da Europa precisava fazer para te tirar do Corinthians?
[Risos] Hoje, escolher entre ir ou ficar? Fico. Não é impossível, mas será muito difícil sair do Corinthians por decisão própria. É um sonho, o Corinthians é enorme.

Tem recebido propostas?
O meu trabalho tem chamado atenção… Antes do jogo contra o Grêmio [vitória por 1 a 0, em 26 de junho], uma pessoa me procurou para falar de uma possibilidade na China. A reunião não durou 15 minutos, encerrei ali mesmo. Não saio do Corinthians, não quero, não posso… Vivo um sonho.

Você faz parte da nova safra de bons treinadores no Brasil. Por que o espaço para os jovens demora tanto para surgir?
O que aconteceu comigo não é o normal. Não esperava começar a minha carreira logo no Corinthians. Acreditava, lógicamente, que poderia chegar num grande clube, mas não começar por trabalhar em um. Aconteceu também com o Jair Ventura [Botafogo], o Zé Ricardo [Flamengo]… Temos uma grande experiência como auxiliares, aprendemos muito. Isto foi fundamental. Não é fácil para um presidente apostar num auxiliar ou em alguém menos conhecido para ser treinador. É preciso ter personalidade e, acima de tudo, ficar do nosso lado o tempo todo.

Qual o maior ensinamento conseguiu tirar da relação com o Tite?
Gestão de grupo. Ser verdadeiro, tratar todos iguais e deixar tudo bem definido e explicado. Temos a mesma linha de trabalho, as mesmas ideias.

Torcida e imprensa já te comparam muito ao Tite. Te incomoda?
Não, de jeito algum. Aconteceria com qualquer outro treinador. Não fico apegado nas questões de recordes, de números… Me isolo bastante disso, até porque a minha responsabilidade no Corinthians é muito grande. 

Tite levou alguns profissionais do Corinthians para trabalhar na seleção brasileira. Também foi convidado?
Não houve convite, mas poderia acontecer mais para frente. Com a minha efetivação, aí matou qualquer possibilidade de seleção. Ainda conversamos muito, é meu paizão no futebol, meu amigo.

O último grande presente do Tite foi não ter te levado à seleção? Surgiu o Corinthins…
[Risos] Hoje podemos dizer que sim. Mas em dezembro [de 2017] a situação era outra. Muitos amigos falavam: “Vai assumir essa bomba? Vai pegar isso?”. Respondia: “Sim, uma hora a gente precisa mostrar a nossa cara”. Não tive dúvidas de aceitar o desafio. É… Posso dizer então que foi o último grande presente do Tite.
 

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